Tinha entrado uma pessoa vestida de preto, nesse mesmo momento passou uma brisa fria, seguida de um trovão, fazendo com que todos se arrepiassem. Estavam todos com medo.
Pouco tempo depois, ouviu-se outro dlim dlom, mas desta vez era diferente. Tinha soado mais triste. Não deram muita importância, pois o que interessava era que a pessoa de preto já se tinha ido embora. Ficaram todos descansados, até que se aperceberam que não havia rasto de livro algum. Desaparecera tudo, apenas restava um livro desconhecido que ninguém sabia o que era, não tinha título nem nenhuma informação na capa.
A tranças e o sardas decidiram ir embora, mas a porta estava trancada! Só lhes restava o livro desconhecido. Nunca ninguém tinha visto aquele livro.
Quando o abriram aperceberam-se que era muito antigo. Estava todo em branco. Quando chegaram mais ou menos ao meio do livro começaram a ver tudo à sua volta a flutuar, como se fosse uma maldição, e era. Ficaram todos apavorados, começaram a procurar algo que os pudesse ajudar.
Nas últimas páginas do livro havia uma espécie de enigma. Tentaram resolvê-lo. Não conseguiram. Voltaram a tentar. Tentaram mais uma vez e não conseguiam desvendar a solução. Depois de tentar mais umas três vezes lá conseguiram. Bem que se diz que “à terceira é de vez”. Fizeram uma festa de tão felizes que estavam, mas não sabiam o que estava por vir.
Já estavam fartos, queriam sair dali.
─ Os nossos pais devem estar preocupados - disseram o sardas e a tranças em coro.
Então, decidiram despachar-se. Sabiam que estavam quase, que estavam perto de sair dali, mas mesmo assim não pararam.
─ Já sei! - gritou a menina Nela, cheia de entusiasmo.
Ela tinha encontrado três pequenas palavras, que tinham de dizer ao mesmo tempo. Segundo a mesma, assim conseguiriam sair daquela maldição.
Assim o fizeram, disseram aquelas três palavrinhas. E assim foi, a maldição acabou.
─ Agora é melhor irem para casa - afirmou o senhor Liácio à tranças e ao sardas.
Depois daquela aventura, livraram-se daquele livro e voltou tudo ao normal.
Ema Rodrigues, 5.ºH, n.º 12